Homicídios caem 22% e Sérgio Moro comemora

Reprodução: BBC

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, atribuiu a queda no número de mortes violentas no país a esforços de governos locais e do governo federal, citando recordes de apreensão de drogas e transferência de chefes de facções criminosas para presídios federais como medidas que surtiram efeitos nos índices de criminalidade. Moro também afirmou que o governo está com uma política de tentar retomar o controle de vários presídios do país. “Apesar da redução, vamos reconhecer: os números ainda são altos. Precisamos melhorar muito mais”, afirmou Moro, em entrevista exclusiva à GloboNews.

O G1 publicou ontem, dentro do Monitor da Violência, o balanço de mortes violentas do primeiro semestre de 2019. Houve uma queda de 22% em relação ao mesmo período do ano passado. O índice nacional criado pelo G1 considera os homicídios dolosos (incluindo feminicídios), latrocínios (roubos seguidos de morte) e lesões corporais seguidas de morte. A redução dos homicídios foi antecipada pelo G1 no balanço dos dois primeiros meses do ano, que apresentaram baixa de 25% em relação ao mesmo período do ano passado.

Apesar de o ministro citar medidas tomadas em 2019 para justificar a queda de mortes violentas, os dados do Monitor da Violência apontam uma tendência de queda desde o ano passado, durante o governo Temer. O balanço das mortes violentas de 2018 mostra que o ano teve a maior queda desde 2007, segundo a série histórica do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com 13%. “Houve um esforço maior, tanto dos governos locais como também do governo federal, contra a criminalidade em geral”, afirmou Moro.

“O mérito é também do governo federal porque assistimos basicamente a uma redução da criminalidade em todo o país, o que nos leva a crer que existe uma causa nacional para a redução da criminalidade. Entre elas, recordes de apreensão de drogas, especialmente cocaína pela Polícia Federal, pela Polícia Rodoviária Federal, e o incremento da política de transferência e isolamento das lideranças criminosas.”

“Muito da criminalidade violenta está relacionada à criminalidade organizada. São lideranças criminosas ordenando assassinatos. E uma das primeiras coisas feitas pelo governo federal junto com o governo de São Paulo foi a transferência e o isolamento das principais lideranças criminosas do país em presídios federais. [Houve] uma mudança também no regime de visitação dos presídios federais, que impactou a capacidade dessas lideranças transmitirem ordens para a prática de crimes no mundo externo. Nós estamos com uma política de tentar retomar o controle de vários presídios do país”, disse.