Senado aprova reforma da Previdência em 1º turno; Wagner e Otto votam contra, Coronel a favor

O Senado aprovou, na noite desta terça-feira (1°), em plenário o texto-base da reforma da previdência em 1° turno. A proposta de emenda à Constituição da Reforma da Previdência (PEC nº 6/2019) recebeu 56 votos favoráveis (sete a mais do que o mínimo necessário) e 19 contrários. No entanto, ainda na sessão, o governo sofreu uma derrota e foi aprovado um dos destaques que manteve o pagamento do abono salarial para quem ganha até dois salários mínimos. A proposta aprovada na Câmara e defendida pelo governo restringia o pagamento a quem recebe até R$ 1.364,43 por mês.

Da bancada baiana, os senadores Jaques Wagner (PT) e Otto Alencar (PSD) votaram contra a proposta. Já o senador Ângelo Coronel (PSD) votou a favor.

“Como havia antecipado, votei contra a #ReformaDaPrevidencia. Embora tenhamos conseguido, a partir da pressão popular e articulação no Congresso, retirar pontos cruéis do projeto, o texto aprovado aprofunda as desigualdades no #Brasil. #ParemAReformaDaPrevidência #Aposentadoria”, disse Wagner logo após a votação em sua conta oficial no Twitter.

“A reforma da previdência é nociva, sobretudo com os trabalhadores do regime geral. Voto contra! Não há como me convencer da forma como a proposta está que um trabalhador da iniciativa privada pendurado em um andaime, um pedreiro, um carpinteiro vai conseguir contribuir com a Previdência Social por 40 anos, especialmente no momento que o Brasil vive uma crise de desemprego e na economia. #naoareformadaprevidência #nadaresisteaotrabalho”, disse Otto que liberou a bancada do PSD, da qual é líder no Senado, na votação.

Outros nove destaques apresentados pelos partidos para alterar ou retirar pontos do texto serão apreciados nesta quarta-feira (2). Após isso, a PEC passará ainda por três sessões no plenário da Casa para votação em 2° turno que deverá ocorrer até o dia 15. Entre outros pontos, a PEC aumenta o tempo para se aposentar, eleva as alíquotas de contribuição para quem ganha acima do teto do INSS, hoje em R$ 5.839, e estabelece regras de transição para os atuais assalariados.

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